Todos tinham/eram desde crianças???
Olá!
Eu tô achando que tenho/sou DDA, mas ainda resta uma pequena dúvida.
Bom, eu me trato de depressão e ansiedade há anos e nunca respondi bem aos medicamentos ou à terapia.
De uns tempos pra cá, comecei a pensar que tenho DDA, pq me encaixo em quase 100% das características e muitas delas são fortes, incontroláveis e me fazem muito mal em diversos aspectos da vida.
Nâo tenho bipolar, pois isso já foi descartado por meus ex-psiquiatras.
A dúvida é: não tenho certeza se apresentava os sintomas desde pequena, pois era super boa aluna, com ótimas notas e fiz, inclusive, uma faculdade bem concorrida.
Na verdade, os sintomas passaram a ser cada vez mais fortes depois que entrei na facul - não cosneguia estudar direito, perdi/repeti 1 ano e meio da facul, pulava de um emrpego pro outro, até chegar até aqui: sem emprego, sem conseguir estudar ou trabalhar, sem auto-estima, comendo compulsivamente, sem vida social, etc, etc.
Porém, qdo criança, eu acho que ia bem na escola pq amava estudar. No entando, nunca consegui me concentrar pra estudar em casa e costumeiramente estudava com música ligada, qdo estudava.
Mais: era super agitada. Eu copiava a matéria rapidinho, conforme a professora passava na lousa, e já ia resolvendo os exercícios (lembrem-se de que eu gostava muito de aprender e estudar, fora que era sempre desafiante). Qdo ela terminava e os demais alunos ainda tavam começando a copiar, eu começava a conversar com todo mundo sem parar e vivia tomando bronca e cartinha pros meus pais por mal comportamento, embora as notas fossem excelentes.
Fora isso, eu ficava muuuuito irritada quando tirava menos do que 10,0 em qualquer prova - às vezes eu chorava, amassava a prova, ficava mal mesmo (o desafio era tirar 10 e eu não aceitava menos do que isso, tinha que ser perfeito).
Será que essas são características de DDA na infância??
Será que sou DDA??
PS: Hoje em dia, como já disse, não consigo me concentrar em nada, não ouço as pessoas, etc, etc... (não cabe mais aqui)..
Cris
25 Mai
Continuando...
Será que uma criança que era inteligente (prestava atenção nas aulas e estudava na véspera e tirava ótimas notas), mas agitada, poderia ter DDA e ninguém ficou sabendo pq não tinha problemas concretos: já que era agitada, mas realtivamente controlável e era boa aluna.
PS: Eu vou marcar um médico especializado, mas gostaria de saber a opinião de vocês de qualquer forma.
Muito obrigada!
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Anônimo
25 Mai
Parece muito comigo que tenho o transtorno. Era ótima aluna, com mania de perfeição, mas ñ aprendia na escola. Aprendia eu comigo msm. Lição de casa ou leitura era vendo TV e ouvindo música, td ao msm tempo.
Era uma criança quieta, ñ um tipo daqueles "peste" na escola, mas tbem fazia das minhas "por debaixo dos panos". Mtas vezes, eqto professores falavam lá na frente, eu "viajava total", fazia outra coisa, de repente começava a cantar s/perceber, ou inventava de passar bilhetinhos engraçados "anônimos". Os profs. nunca iriam desconfiar de mim, q. parecia ser "santinha". Sempre odiei ser "mandada". Enganava tão bem q. qdo havia aquela turma "da bagunça", o conselho de profs. decidia me colocar no meio deles, pq. eu era a boa aluna "quietinha" que tirava boas notas. (mal sabiam eles q. eu fazia uma zona, passava cola e zoneava junto - tinha meus próprios métodos de passar a perna, e fazer d. conta q. era o q. ñ era)
Qdo. via q. tava indo mal na disciplina, era em casa q. eu me dispunha a "aprender" SOZINHA. E superava uma nota baixa c/facilidade se EU quisesse!
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Anônimo
25 Mai
continuando...
Mais adiante, no Ensino Médio, não deu e reprovei no 1o. ano, pq. só focava em me divertir. Ia mto bem em disciplinas q. realmente amava, mas Física, Matemática e Química... os profs. eram um PORRE e eu me juntei a amigos Inteligentes, mas zoneadores do "esquemão". Éramos mandados p/fora da sala direto. Nessa época, só queria saber de me divertir, fazer o q. gostava, aventuras, namoros calientes, beber, noitadas, adrenalina.
Escola ñ suscitava nenhuma atração, ñ me movia a nada. Terminei o Ensino Médio pq. resolvi me esforçar d. novo (sozinha) e aprender aquilo q. parecia "grego", sozinha. De ZERO, passei a tirar DEZ e foi.
Faculdade? Passei em todos os Vestibulares q. prestei. Escolhi cursos s/ ligação um c/o outro.
Cursei, ao mesmo tempo, 3 anos de um, 2 de outro, mais 2 de outro... Larguei, prestei de novo, cursei mais 2, larguei...
Se fosse juntar o q. já estudei na vida, daria pra ser PHD em alguma coisa, mas não tenho Diploma de NADA!
Trabalho? Pulei de galho em galho. Encontrei "meu lugar". Fui, como dizem "subindo" em uma carreira, mas a falta do Diploma começou a "pesar".. E minha compulsão em apontar "coisas erradas", tbem sempre me Ferraram, msm eu sendo uma profissional reconhecidíssima..
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Anônimo
25 Mai
Enfim...
Não sabia ter o Transtorno até chegar ao ponto de já ter outros distúrbios/doenças/Comorbidades = Depressão, Pânico, a dificuldade de falar em público, pq., sendo DDA, eu conseguia "introjetar" as teorias e usá-las na prática, escrever Super Bem sobre elas (sendo muito elogiada p/essas coisas). No entanto, chegando a ser chamada p/dar Cursos - "Negava", pois msm c/ajuda de "cola", me perdia toda. "Devolver a Teoria, ter memória e fazer SAIR a FALA de um turbilhão de pensamentos, era impossível" - Fui procurar terapia p/Timidez, mas em vão.
O problema é que está tudo aqui dentro, mas não sei onde. Sei "praticar" tudo o q. aprendi, mas "falar" em público sobre, de uma maneira mais "linear", Jamais!
Perdi empregos, ñ consegui me formar, as pessoas nunca me entenderam (msm agora sabendo q. sou/tenho TDHA). Qdo se é jovem ainda pode ser até engraçado/divertido. Porém, depois de inúmeros fracassos, sendo VC uma pessoa q. sabe possuir Potenciais e poder contribuir c/seus conhecimentos, mas comete "deslizes imperdoáveis", é tachado sempre de "inadequado"... Vai indo, seus sonhos vão indo embora, deixa de ser engraçado, p/se tornar um sofrimento, quase uma "destruição" na sua vida e na vida dos q. te cercam.
Por isso, qto mais cedo for Diagnosticado, tratado, informado e ñ ficarem achando q. é um "privilégio" possuir o Transtorno, menos Sofrimento qdo se chega a uma idade mais MADURA.
Riem muito agora de serem/portarem DDA os jovens, eqto têm pais e família p/segurar a "onda". Aproveitem p/procurar ajuda AGORA. Depois, qdo tiverem sem a quem recorrer e c/ as consequências todas nas mãos, fazer o caminho de volta garanto que será impossível.
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Anônimo
25 Mai
Quem é DDA é
sim, desde q. nasce. Pelo menos é o que diz toda a "literatura" e profissionais da área.
Embora algumas pessoas nunca fiquem sabendo, ou alguns Profissionais jamais consigam diagnosticar. Fiquei mtos anos sendo tratada de tudo e mudando de psiquiatras, terapeutas e neurologistas, até encontrar uns dois q. identificaram o transtorno em mim.
Qdo eu era criança, nem pensar em ter tido qquer apoio profissional. Eu era "estranha e diferente", mesmo.
PITTY =
25 Mai
Entendo perfeitamente o que vcs duas estão dizendo , muito porque passei por algumas coisas igualmente a vcs ... Para a Cris eu digo para procurar um neurologista ou um psiquiatra até descobrir o que acontece , infelizmente temos nós agora que correr atraz disso para que possamos melhorar nossa vida e daqueles que convivem com agente ... Faça o que for preciso para que vc se achar e o mesmo para nossa amiga anonima ... Eu tb me frustei por anos por não conseguir algumas coisas ... Hj vejo varios amigos em otimos empregos com otimos salários com curso superior e com a vida acertada e eu com 28 anos recem diagnosticada sem emprego sem faculdade e com 2 filhos para criar ... Mais nem tudo está perdido ... 1ºeu queria ser dentista , depois advogada , depois psicologa , e depois e depois e hj pra mim não sou nada ... Tudo que tenho de paupavel são meus filhos ... Mais tenho muita vontade de reverter tudo isso , sabe virar a mesa ? Ainda vou estudar , embora tenha medo de perder tempo e dinheiro ... Me decidi recentemente por Ciencias Contabeis , tenho medo de fracassar , mais vou até o fim ... E vou chegar aonde quero e vou mostrar para aqueles que não acreditaram em mim que fui e que sou capaz ... Hj tomo 2 medicações , a famosa Ritalina e Topamax 50 para controlar minha anciedade , mais ainda me vejo anciosa demais , impulsiva ao extremo , as vezes nem eu me aguento rsrsrs , mais não estou me lamentando , por que sou movida por uma felicidade que transborda de dentro de mim e uma vontade louca de chegar onde quero ... MENINAS NÃO DESISTAM E NÃO SE FRUSTREM , VCS CHEGARÃO LÁ ... Precisam se achar , não parem de procurar , eu procurei , procurei e achei o problema que pra alguns eram tão visiveis , mais pra outros não ... Não era uma menina , jivem e hj mulher , mal educada , bocuda ou grosseira ... Eu apenas era TDAHZONA ...Ah saca esse exemplo as x me imagino como um tufo de fio de cobre todo embolado , precisando apenas achar a pontinha rsrsrsrs , mais para eu usar eu preciso 1º desenrolar... Deu pra entender ?
Cris
25 Mai
Nossa! muito obrigada pelos deppoimentos de vcs.
Eu não era uma criança com grandes problemas. Ia super bem na escola, embora tivesse alguns problemas comportamentais (conversava muito), mas só.
Era extrovertida, mas não tinha quase amigos (não tenho a menor idéia do porquê) e isso passou a fazer com que me sentisse meio peixe fora d'água. Mas eu sempre tentava fazer parte das turminhas, com algum pouco sucesso, mas nunca fui muito popular, não.
Eu prestava muita atenção nas coisas de que gostava. Muita mesmo! E por isso ia bem na escola (mas não gostava de estudar sozinha em casa, como já mencionei).
Hoje minha vida tá esse caos: 27 anos, desempregada, 15 kg acima do peso, fumante e sem perspectivas.
Marquei uma consulta com uma médica especializada nisso pra quinta que vem. E, independemente do que ela fale, minha atual médica concordou em me dar ritalina por 20 dias (ainda não sei a dosagem) pra ver como eu reajo (eu falei pra ela: tomei tudo qto é medicamento pra depressão e não deu em nada. Então, mesmo vc achando que eu posso ter muitos efeitos colaterais, álém de achar que não tenho DDA, vamos tentar, porque, se funcionar, vai ser ótimo e, se não funcionar, não perco nada tb).
Ela me falou que eu devo sentir bem as diferenças entre os períodos com e sem remédio. Que algumas pessoas acham até que ficam deprimidas depois que passa o efeito.
E garantiu que vicia, sim.
Mas eu disse que se funcionar, não tenho medo do vício. Pq pior do que estou é difícil ficar.
Dp eu conto pra vcs como vai ser qdo eu começar a tomar...
Vc dos coraçõezinhos, deixa eu te perguntar uma coisa: o Topamax te dá muito efeito colateral?? Eu tomei uma vez e ficava com muita vertigem, como se tivesse labirintite, além do gosto metálico na boca. Pra vc dá alguma coisa??
PITTY =
25 Mai
Cris , o topamax no inicio me dava muito sono , mais só isso ... Já o Ritalina me tira totalmente a fome rsrsr isso é bom ... Beijos ...E fique tranquila que tudo vai dar certo ...Tenho certeza disso ...
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Anônimo
25 Mai
Eu tomo Topamax, Ritalina, um pouco de Fluoxetina (Prozac) - pq. estou em Depressão e Rivotril.
Ritalina, qdo está agindo no organismo, me dá um pouco mais de equilíbrio do humor, mas eu sei qdo o efeito termina. Não posso tomá-la à noite, pois fico elétrica e "viro" a noite sem dormir, msm c/Rivotril q. acalma 1 pouco. Eu sei qdo a Ritalina pára de fazer efeito. Pelo menos no meu caso, ele ñ é contínuo e daí vem uma "baixa" abissal.
Topamax me faz bem, melhora as compulsões, não sinto nenhum efeito colateral.
Quero registrar aqui que não estou falando de uma pessoa abaixo dos 30, já estou c/quase 40.
A coisa "pega" mais forte. As perspectivas de sucesso profissional e reconstrução da vida vão ficando mais complicadas.
Anônimo, preciso comentar essa sua frase:
"A coisa "pega" mais forte. As perspectivas de sucesso profissional e reconstrução da vida vão ficando mais complicadas."
Se aos 40 a coisa pegar mais do que pega hoje, não vou aguentar... rs
É sério! Internamente eu já me exijo um sucesso profissional enorme e, pelo menos por enquanto, muito longe de ser alcançado.
Agora não sei se vc quis dizer que descobrir o DDA aos 40 é que pega mais. Se for isso, realmente concordo. Pq se eu não resolver meu problema muito em breve (que ainda não tenho 100% de certeza de ser DDA), não vou chegar aos 40 (morro de fome antes, por total falta de trabalho e, consequentemente, dinheiro).
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Anônimo
25 Mai
adultos mais adultos...
Por isso que digo que digo e reafirmo: "procurem ajuda séria e profissional enquanto são jovens - não encarem ser portador do transtorno como algo engraçado, "genial", (virou até moda - fashion ser DDA) - enquanto se é jovem pode-se reverter seriamente, através de informação e não picaretagem, pode-se ter uma vida de superações, sim! Entre crianças, adolescentes, na casa dos 20, 30 e poucos... no Brasil vc tem mtas chances. Corra! Acredite!
Conheço DDAs com mais de 40, 50 q. foram diagnosticados tarde demais e o que lhes restam é lamentar a destruição que isso causou em suas vidas. (em vários âmbitos)
Se o Mercado de Trabalho já é difícil p/quem tem Diplomas, Títulos e Experiência, imaginem p/quem passou a vida nadando, nadando, pra morrer na praia, sem saber q. seus fracassos em série eram resultado de um Transtorno/Distúrbio q. possuíam, sofrendo na pele preconceitos e incompreensões e o pior: eles mesmos se odiando por serem assim, desconhecendo que, na verdade, não eram "culpados", mas vítimas de um mal que p/ quem tem 40/50 e até pra muita gente "esclarecida" atualmente, nunca se ouviu falar, que dirá algum tipo de tratamento sério?
Cris
25 Mai
Ai, eu quero tomar a ritalina, mas dá um medo das reações e das diferenças...
Se ritalina é meio prima da cocaína, e cocaína dá depressão qdo o efeito passa, tenho medo dessa depressão (pq já tenho problemas de depressão tb, mas que os remédios não ajudam a resolver).
Tomara que não seja nada muito forte essa baque pós-efeito da rita...
PITTY =
25 Mai
Anônimo ...
Vc é a 1º pessoa que eu vejo tomar topamax !!! É para controlar tua anciedade tb? Ah o ritalina me deixa acordadona tb a noite , viajo , se deixar tudo tardão ...
Mariana
25 Mai
Cris
Tudo bem?
Eu tomo Ritalina há um ano e digo com propriedade que ela não vicia! Se viciasse, como explicar o esquecimento? Algumas vezes passo dias sem tomar e nem percebo!!!(estou de licença no trabalho, o que torna isso viável - quando estou trabalhando é impossível me concentrar sem ela). Então, para mim, isso é uma prova irrefutável de que não causa dependência!
E quanto à depressão pós efeito, para mim não existe. Não fico deprimida, apenas volto a ser a Mariana-sem-Ritalina.
Acho que você deveria desencanar dessas coisas e pensar que cada ser humano é único, logo, os riscos e benefícios aparecerão de forma muito particular para cada um de nós.
Beijos e boa sorte!
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Anônimo
25 Mai
Cris
O Profissional de confiança irá te ajudar, caso não se dê bem c/Ritalina.
Vc ainda é jovem e tem condições de, com ajuda de um Profissional que realmente entenda do assunto, receber um Diagnóstico acertado e junto c/ ele, decidir qual medicamento é o mais adequado a você. Pode não ser Ritalina.
Cada um é um. Só não se acomode nisso, porque como eu disse, chegar até onde cheguei (e olha que faz anos que venho procurando inúmeros Profissionais - fui uma cobaia humana rsrs), é triste.
Minhas perspectivas, na idade em q. me encontro, são bastante mais complicadas. Mas ainda estou aqui, na batalha... Com muita dor, muitas perdas, e não passando fome por que ainda tenho uma pessoa que me ajuda, a quem tbem mto ajudei, qdo ainda era produtiva.
Já não tenho pais, emprego, nem condições de trabalhar, no estado em q. me encontro agora. E com Depressão, a coisa fica mais potencializada.
Mas sem "vitimização": "eu vou sair dessa!"
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Anônimo
25 Mai
Ritalina
Não vicia, mesmo!
Medicamentos pra dormir é que viciam..
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Anônimo
25 Mai
Medicamentos...
Algumas pessoas se dão bem com um medicamento, outras com outro. Algumas precisam tratar as comorbidades (problemas concomitantes) tão comuns, como por exemplo Fobia Social, Ansiedade, Ansiedade Generalizada, Depressão, Pânico, DOC, tiques, etc.
O tratamento é sempre individualizado.
A vida da pessoa não vai mudar de uma hora para a outra. Muitos portadores de DDA (ou TDAH) não estudaram nem criaram estabilidade profissional e/ou familiar.
Quando se trata uma criança (seja com remédio seja com Psicopedagogia), geralmente a melhora é visível. A criança aprende as matérias da escola e convive melhor com colegas e professores. Ela adquire conhecimentos que serão úteis por toda a sua vida, mesmo que mais tarde elas parem de se tratar.
Mas se um adulto não aprendeu uma profissão, não será tomando Ritalina que a profissão aparecerá em sua vida.
Se for uma pessoa que criou fama de "diferente" (impulsiva, irritadiça, distraída, irresponsável, instável, sexualmente insaciável, etc.), também não é porque começou a se tratar que sua fama irá mudar.
Se sua mesa de trabalho é um caos, o remédio não arruma a mesa de ninguém.
ღஐಌ Carla ಌღ♥
25 Mai
Apoio a Mariana
Não vicia, a dependencia que causa é no efeito, pois a atenção/concentração aumenta possibilitando ser uma pessoa infinitamente mais produtiva, não conseguindo o mesmo resultado quando está sem o efeito, mas não é uma dependência química, de jeito nenhum.
Outro ponto que discordo é a associação, ritalina/cocaína e também depressão pós efeito da ritalina, se acontece um quadro depressivo não é pela ritalina e sim por haver uma comorbidade( outro problema associado) e neste caso necessitar de uma associação medicamentosa para tratar os dois problema.
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Anônimo
25 Mai
Como a Ritalina não continua no sangue qdo o efeito passa (não quer dizer que vicia), a sensação que "algumas" pessoas sentem é que o efeito "acabou". (meu psiquiatra me explicou isso). Pacientes dele relatam q. podem sentir qdo o efeito termina. (isso ñ quer dizer q. a pessoa vá ficar depressiva ou sentindo necessidade urgente da Ritalina, como se fosse uma droga viciante - ele é Psiquiatra q. atende no HC e no Exterior, trabalhou com pacientes terminais - lá, eles utilizavam a Ritalina em alguns p/ melhorar o humor e a qualidade de sobrevida).
Isso varia de pessoa p/ pessoa. Sempre se deve avaliar junto c/o Profissional os benefícios ou não q. um Medicamento está trazendo p/ vc. Para mim pode agir de uma forma, diferente de como agiria p/meu vizinho.
Ritalina nem sempre é o mais indicado p/ TDAH. E, realmente, não vicia, não dá "barato", não tem nada disso. (segundo o q. dizem os Especialistas - estamos aqui somente trocando experiências pessoais)
O que vicia, se tomado por muito tempo são os Benzodiazepínicos - medicamentos da família do Valium - uns mais "porretada", outros só p/dar uma acalmadinha. Viciam menos do que cigarro.
Se tomados por muito tempo, viciam e têm que ser retirados do paciente aos poucos, pois se forem cortados de um dia pro outro, causam síndrome de abstinência.
Diferente da Ritalina. Muitos DTAHs não se dão bem com Ritalina e como disse a Carla, um grande número de DTAHs têm comorbidades, como Depressão e outros.. Por isso, o médico não receita somente Ritalina, mas tbem outros medicamentos complementares. O que é muito mais comum do que se imagina.
A dúvida e os comentários da Cris e da Anônimo são excelentes. Tive os mesmos problemas e dúvidas. Identicos até ! Obrigada !
Cris
25 Mai
Eu vou tomar a ritalina, sim. E dp conto como me senti. Espero mesmo que dê certo.
Obrigada pelos comentários a respeito, pq dá um medinho mesmo, mas nada que me impeça de arriscar, de tentar essa medicação.
Agora, qto à infância, andei pesquisando um pouco, por alto, com a minha mãe e, pelo jeito, eu tinha hiperfoco em muita coisa e estava sempre ocupada (com algo que eu escolhia fazer).
Ela falou que eu não era muito agitada, não. E que as cartinhas da escola eram esporádicas, como de uma criança "normal".
Será que só pelo hiperfoco e pelas múltiplas atividades que eu mesma procurava, mesmo não tendo problemas por isso, já daria pra dizer que tinha caracaterísticas de DDA??
Pq na vida adulta tenho quase todas, mas não tive problemas sérios na infância... Essa é minha grande dúvida!
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Anônimo
25 Mai
Cris
O Transtorno do Déficit de Atenção EXISTE COM ou SEM Hiperatividade. Ele foi "descrito" pela primeira vez em 1902, e já recebeu diversas denominações ao longo de todos esses anos. As mais conhecidas foram: Síndrome da criança Hiperativa, lesão cerebral mínima, disfunção cerebral mínima, transtorno hipercinético.
Só em 1994 foi oficialmente adotado pela Associação Americana de Psiquiatria o termo "Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade", significando a barra inclinada que o problema pode ocorrer com ou sem o componente de HIPERATIVIDADE, pq. antes só se considerava a Hiperatividade o sintoma mais importante e definidor do quadro.
Os diversos estudos realizados têm demonstrado que esse transtorno ocorre em cerca de 3 a 7% das crianças, sendo aproximadamente 3 vezes mais freqüente em meninos que em meninas.
Nas meninas prevalece o tipo clínico em que predomina a desatenção, sem evidência importante da Hiperatividade.
É aí que eu me encaixo, de certa forma, pq. nunca fui, assim como você, uma criança agitadaça, com síndrome das pernas "inquietas" que vivia "pululando" pela escola ou em casa.
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Anônimo
25 Mai
mas compulsiva
Sempre fui. E como já disse, apesar de ter sido boa aluna, adora ler e ler livros e livros, aprendia com facilidade quando EU queria, tocava instrumentos "de ouvido" (todos q. pegava na mão), apresentava uma enorme capacidade de apreender e memorizar tudo à minha volta (q. me interessasse), tbem apresentei outras características
de não aguentar tédio
de não suportar esperar
de procurar aventura e adrenalina
de me jogar
de falar sem pensar
e outras que foram aparecendo mais na adolescência.
Inclusive, é na adolescência e juventude que DDAs ficam mais propensos a uso de drogas e viver perigosamente, sem filtro das consequências.
E numa fase mais adulta, a propensão são as tais comorbidades aparecerem, às vezes por causa da baixa auto-estima, depois de sofrerem frustrações, perdas, fracassos profissionais e relacionais e mesmo por uma tendência genética. (escrevo aqui o q. meu Psiquiatra me informou)
Por isso DDAs adultos e mais velhos têm mais chances de sofrerem doenças cruzadas, como disse acima. Depressão, TOC, Pânico, Fobias, Distimia etc.
(Tudo isso, se não houver um bom tratamento, um olhar sério enquanto é tempo - infância, adolescência, juventude - procurando Profissionais sérios)
Aqui estamos apenas conversando sobre o pouco que sabemos. Quem pode afirmar com toda certeza e receitar, recomendar o q. cada um deve fazer é um Profissional Qualificado.
Cris
26 Mai
Anônima, vc me esclareceu muita coisa.
Éramos muito parecidas pelo jeito. Eu tinha hiperfoco e facilidade de aprendizado em tudo que interessava... Minha mãe disse que eu sempre estava fazendo alguma coisa, mesmo que a cosia fosse tranquila, como ficar horas ouvindo meus disquinhos de músicas infantis e cantando num balancinho que tinha no quintal.
E pelo jeito eu enjoava das coisas tb, estava sempre mudando de atividades.
Não vejo a hora que chegue 5ª feira pra ver o que a médica acha!
PS: Tá vendo! olha a super ansiedade aí de novo!!! hehehe
Muito obrigada pelas dicas!
Gui
26 Mai
eii toma o concerta!!
euu tomo esse e sempre qndo tomo tem uma melhora
de 90 %
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Anônimo
26 Mai
Estamos aqui pra isso, Cris.
Vá com fé e sem medo. Quanto antes o esclarecimento mais amplo e um tratamento sério e responsável e menos ficarmos somente na "superfície", mais chances de um jovem DDA não chegar a ser um adulto colecionador de fracassos, acreditando que ser DDA é só essa pontinha de Iceberg que se tem visto por aí.
Internet pode ajudar, mas também pode confundir. A coisa é bem mais complexa. E a ignorância (no sentido de ignorar/desinformação sobre o que é o Distúrbio/Transtorno - pois ele não foi realmente "descrito" tão recentemente?), é um grande inimigo, um enorme "desfavor" prestado a nós.
Não se limite JAMAIS a opiniões e suposições de Internet. (inclusive às minhas).
Cuida-se, de fato, acompanhada por um Profissional que verdadeiramente saiba BEM sobre, porque existem milhares que infelizmente ainda não estão preparados. Especialmente no Brasil.
Se ele desconhecer que existe DTAH sem hiperatividade, se ele desconhecer que continua na vida adulta... São sinais de que o Profissional ainda não é o adequado p/o seu caso. Boa sorte!!!!
terça-feira, 5 de junho de 2007
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